Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Há sempre um dia em que cais dentro de ti e encontras o monstro que desconhecias, um
que te faz dar voltas e voltas. Por mais que corras não consegues fugir.
Chega a hora em que a paixão acaba e não tem retorno, em que o encanto desaparece.
Morremos, secos como jasmim ao sol. Somos dois estranhos que pisam o mesmo chão.
Tu olhas-me como se estivesse tudo bem, sorris, fazes o teu sorriso de "ainda bem que não sabes o que estou a fazer", mexes no telemóvel, voltas a conferir se ainda te observo. Sei
que estás cá porque encontrei as tuas chaves. Tinha de ser, não era? Bom demais para durar, verdadeiro demais para ti. Não te chega, nunca te chegou.

- O que foi? (enquanto olhas para a rua)
-Nada, absolutamente nada.
E tu com a tua falta de perspicácia, repentina, não vês um palmo à frente do nariz. Não percebes que se passa tudo, que o céu e a terra desaparecem.
Desde quando é que não me conheces?
Secalhar sou demasiado fácil, talvez se te ignorar, talvez se não estiver disponível para ti. Vês-me?
Porra, tens de ser sempre a mesma merda, a tua vida nunca se pode adaptar à minha e a minha nunca chega para a tua.
O monstro meu queria o monstro teu mas não chegou. O monstro que é meu, abriu a porta, saiu e bateu. O monstro meu ainda não apareceu. Olhei para mim, o monstro sou todo eu.

Terça-feira, Novembro 24, 2009

No agora

Quando ela olha para ti, perde-se. Olha para o teu lado e encontra-se.

I need you to see this place
It might be the only way
That I can show you how
It feels to be inside of you
...
You are stellar




(Voltamos a brincar?)

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Palavras amargas em papel doce

Não eras só tu. Depois percebi tudo, acordei e vi o panorama geral.
Também era eu, que ali estava. Na ânsia, impotência, na neurose.
Na merda de uma neurose que não fazes ideia, não fazes ideia porque ainda estás a dormir.
Deixaste-me acordar sozinha?
Abri os olhos e soube que estavas no passado. Porque é que foste sozinho?
Talvez eu pudesse perder-me contigo. (Queria) Podíamos perder-nos os dois. Com toda a certeza seríamos felizes mas tu estás a dormir.
Acordei sozinha? Podíamos ter o mundo (Tu, a mim, bastavas-me)
Podíamos morrer e voltar à vida juntos mas tu não acordaste.
Acorda. A neurose não passa e transforma-se em sede de vingança.
Vou matar-te o passado. Olha-me e vê a parte de mim que quer matar esse bocado teu. Ouve-me e, por favor, entende que só não o faço porque és tu.
É crime, não se deve perturbar um sono tão profundo.
És doce, eu às vezes azedo. És completo, transbordas de ti, em ti. E eu vazia, preenches-me. Não sou certa. Não te escreverei declarações amorosas em postais foleiros. Jamais serei cor-de-rosa. Apenas quero que me queiras e, acima de tudo, quero ver-te sorrir.
Estou à tua espera, abre os olhos e sorri.
Abre os olhos e sorri,
antes que seja tarde.
Acorda, abre os olhos mais cedo,
antes que eu deixe de estar aqui.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

I miss you ( I do )

To see you when I wake up
Is a gift I didn't think could be real.
To know that you feel the same as I do
Is a three-fold, Utopian dream.

You do something to me that
I can't explain.
So would I be out of line if I said "I miss you"?

I see your picture.
I smell your skin on
The empty pillow next to mine.
You have only been gone ten days,
But already I'm wasting away.
I know I'll see you again
Whether far or soon.
But I need you to know that I care,
And I miss you.

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Tu sabes, e se por acaso te esqueceres lembrar-te-ei as vezes que forem necessárias o tempo que for preciso

Encontro em ti o que falta de mim.
Sem importar onde estou, perto de ti, sinto-me em casa.
Tenho este estranho desejo de ter-te a meu lado todo o tempo que me restar.
Quero acordar e ver-te.
Mesmo longe sentir-te, quero continuar a arrepiar-me quando me tocas.
Penso em nós muitas horas do dia, e não me importava nada, que por essa razão o dia tivesse mais horas.
Vou abraçar-te tempos sem fim quando te encontrar novamente.
Provavelmente sonho contigo sempre que adormeço mesmo tendo-te comigo.
Fazes-me feliz. Nunca imaginei que a felicidade pudesse ter tamanha proporção.
Espero por ti o tempo que for preciso…
Oiço-te sempre, até quando deixo de te ouvir porque me distraí com os teus lábios.
Devo lembrar-me de todas as vezes que já me abraçaste nesta vida. Porque não há mais abraços como os teus.
O mundo fica pequeno e cinzento quando estás distante. Eu fico cinzenta e minúscula quando não estás.
Quando apareces, o vento fica uma brisa, o sol queima menos e brilha mais, o barulho da cidade transforma-se na nossa banda sonora, o tempo voa e eu sorrio.
Reparei que quando seguras a minha mão eu não caio.
Gosto do teu lado negro mas encanta-me o teu lado feliz.
Cada vez que me beijas desequilibro-me porque o universo move-se naquele minuto tanto quanto o mar avança por ano.
Tudo isto está impresso naquilo que te digo quando me encosto ao teu ouvido…

Domingo, Agosto 30, 2009

Over on the hill
There grows a flower
Growing quicker still
More perfect by the hour
Deep within that flower
Is a tiny chair
All a-fringed with gold
The fairy queen sits there…


It is in her breath
That the wind does blow
It is in her heart
As pure as winter snow
It is in her tears
Crystal raindrops fall
And within her years
That she is in us all…


*Oh dark eyes
Help me see
Just one look
She is gone
Look on me
We are one
Fading with the setting sun…


As the willow bows
To her majesty
All the forest flowers
Love her mystery
Who would not admire
Who could not adore
Who does not desire
Who wishes to see more?


Faerie Queen
Blackmore's night

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

A realidade ultrapassa o sonho
Quando não queremos dormir
Para não se acordar